Professores da FM tomam posse como coordenador e vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde para o biênio 2026-2028
Em 06/08/2026
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A partir da esquerda: Melissa Ameloti Gomes Avelino (ex-coordenadora do programa, que passou o cargo para o professor Weimar), Waldemar Naves do Amaral (vice-coordenador empossado), Marcelo Rabahi (diretor da FM), Weimar Kunz Sebba Barroso de Souza (coordenador empossado), Rui Gilberto Ferreira (vice-diretor da FM) e Izildinha Jorge (secretária da FM) |
Foram empossados ontem (05/08) como coordenador e vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM-UFG), respectivamente, os professores Weimar Kunz Sebba Barroso de Souza e Waldemar Naves do Amaral. A cerimônia de posse foi realizada na sala do Laboratório Inova da FM, na presença de colegas docentes e técnicos-administrativos da instituição, que prestigiaram o evento.
De acordo com o diretor da FM, Marcelo Rabahi, o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da FM tem uma importância muito grande na produção científica nacional, sendo o maior da UFG em número de discentes, com mais 600 mestrandos e doutorandos, e um dos maiores do país na sua área. “Por isso mesmo, é uma responsabilidade muito grande para nossa Faculdade de Medicina, que tem se empenhado fortemente nos últimos anos para que o programa se consolide e se torne cada vez mais esse instrumento de transformação das pessoas e da nossa produção de conhecimento.”
Em seu discurso de posse, o professor Weimar falou do valor da ciência e do trabalho em equipe. “Ninguém chega a lugar nenhum sozinho, por isso agradeço as pessoas que me ajudaram a pavimentar esse caminho para chegar até aqui.” Ele aproveitou o momento para citar uma frase do físico alemão Albert Einstein, segundo o qual, “a nossa ciência, comparada à realidade, é primitiva, quase pueril, mas, ainda assim, é o que temos de mais precioso.” Para o novo coordenador da Pós-Graduação em Ciências da Saúde da FM, a frase o impressiona porque “nos lembra que quanto mais aprendemos, mais percebemos a imensidão daquilo que ainda desconhecemos.”
Ele também comenta que a evolução da medicina depende da ciência, assim como o conhecimento científico é importante para a evolução de toda a humanidade, mas que todo trabalho de pesquisa deve vir acompanhado da humildade de se saber reconhecer a provisoriedade das coisas. E aí, ele chama a atenção para a importância da relação entre ciência e espiritualidade.
“A ciência nos ensina que sempre existe uma nova pergunta a ser respondida, e a espiritualidade nos mostra que sempre existe um novo degrau a ser alcançado. Em ambas, a humildade é indispensável. Quanto maiores forem as nossas realizações, maior deve ser a consciência de que elas são transitórias, de que ainda há muito por fazer”, diz o professor Weimar.
Fazer planejamento, e o mais importante, entregar resultados
O professor Waldemar falou da importância da pós-graduação para o desenvolvimento da carreira médica. Segundo ele, enquanto a pós lato sensu (especialização) é baseada no treinamento repetitivo para aprender a atender a população, a pós stricto sensu (mestrado e doutorado), que tem como conceito básico formar indivíduos no olhar da docência e da pesquisa, serve para melhorar a graduação e o profissional que se forma. “O indivíduo vem da graduação, e quando faz o mestrado e o doutorado, fica muito melhor.”
Ele também comentou sobre o lado prático do Programa. “Temos mais de 600 alunos na Pós em Ciências da Saúde, que é grandiosa no seu tamanho, e também trabalhosa. Por isso, temos de valorizá-la. Ela é uma escola dentro da escola de Medicina, que tem mais de 680 alunos hoje. Temos de fazer melhor agora, avançar, fazer planejamento, procurar resultados, e o mais importante, entregar resultados.”
O vice-diretor da FM, Rui Gilberto Ferreira, também falou. Segundo ele, a Pós-Graduação em Ciências da Saúde da FM, com pouco mais de 20 anos, já tem um extraordinário legado de produção científica e formação de mestres e doutores, atendendo não só a demanda da UFG, mas de várias outras instituições.
“Estamos vivendo um momento delicado na área da saúde brasileira; hoje temos mais de dois terços de egressos das Faculdades de Medicina que não têm Residência Médica, o treinamento por repetição. E a Pós-Graduação é importante por isso, porque colabora na formação de todos os profissionais. Ainda somos um país em desenvolvimento, e só a educação vai nos colocar no patamar do desenvolvimento pleno”, diz o professor Rui Gilberto.
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