Professores da Residência Médica em Homeopatia se reúnem com a Diretoria da FM para falar sobre o programa recém-criado no Hospital das Clínicas
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A partir da esquerda: professor Sebastião Leite Pinto (vice-coordenador do curso de Medicina da FM), professora Maristela Rezende (médica homeopata), professor Marcelo Rabahi (diretor da FM), professora Thaís Rocha Assis (vice-diretora do IPTSP), professor Yves Mauro Fernandes Ternes (diretor do IPTSP), professora Ana Lúcia de Souza (médica homeopata) e professor Cláudio Morais Siqueira (IPTSP) |
Um grupo de professores da Residência Médica em Homeopatia no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG) se reuniu com a Diretoria da Faculdade de Medicina (FM-UFG), nesta sexta-feira (24/07), para conversar sobre como a FM poderia ajudar na condução dessa especialidade. O programa foi lançado no começo de 2026, e é pioneiro no Estado, com vagas validadas pela Comissão Estadual de Residência Médica em Goiás (CEREM-GO).
De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), existem no Brasil 2.800 médicos habilitados nessa especialidade, “após conclusão em Residência Médica e/ou aprovação em prova de títulos organizada com o apoio da Associação Médica Brasileira (AMB)”. Contando o HC-UFG, atualmente o país tem cinco Residências em Homeopatia. O primeiro programa foi habilitado em 2005, pelo Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), embora o CRM reconheça a especialidade desde 1980, com a Resolução Nº 1.000.
Em 2023, o CFM publicou uma nova Resolução (CFM Nº 2.330/2023), afirmando que os especialistas em homeopatia “atendem, diariamente, milhares de pacientes que reconhecem nessa linha de cuidados eficácia na prevenção e no tratamento de doenças.” Em 2025, a entidade realizou um webinar em que discutiu e apresentou nova análise de evidências, reafirmando a homeopatia como especialidade médica legítima no país, “sem qualquer processo ativo de descredenciamento”.
O reconhecimento do CFM à homeopatia como especialidade entra com status de especialidade independente e de acesso, ou seja, sem necessidade de outra especialidade como pré-requisito. Já a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), por meio da Resolução Nº 45/2021, define a homeopatia pelas matrizes de competências da especialidade, que englobam uma série de saberes práticos e teóricos, todos a partir do domínio dos “princípios homeopáticos de Hahnemann”, e seguindo a “compreensão de bases científicas e metodologias de pesquisa na área”, além da sua integração com as políticas públicas do SUS.
Criada pelo alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann, em 1796, como alternativa aos métodos da época, que utilizavam sangrias e doses tóxicas de minerais em seus tratamentos, a homeopatia é cada vez mais incluída no sistema da medicina tradicional. A palavra vem do grego, hómoios (semelhante) e páthos (doença, sofrimento), e significa “tratamento pelo semelhante”, ou seja, “usa substâncias muito diluídas que causam sintomas parecidos com a doença em uma pessoa saudável”.
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