Cotonetes, não, dizem estudantes de Medicina da UFG, integrantes da Liga Acadêmica de Otorrinolaringologia
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Alunos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG) durante atendimento em Piracanjuba, na primeira edição do programa Integração Médica para Apoio às Comunidades e Tratamento Orientado (Impacto), em 13 de junho |
Cuidados básicos com o ouvido podem começar pela eliminação dos cotonetes. Os otorrinolaringologistas não recomendam o uso dos famigerados bastõezinhos com pontas de algodão (hastes flexíveis) para limpar o canal auditivo. Os alunos de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), integrantes da Liga Acadêmica de Otorrinolaringologia, conversaram com a população de Piracanjuba sobre isso e outros cuidados, durante a primeira edição do programa Integração Médica para Apoio às Comunidades e Tratamento Orientado (Impacto), realizado pela Coordenação de Extensão da FM, no dia 13 de junho.
Na ocasião, o Impacto levou mais de 180 estudantes para a cidade, divididos em 21 Ligas Acadêmicas de Medicina, além da presença de docentes, médicos e técnicos, para prestarem avaliação e prevenção de saúde junto à população, e foi um sucesso. A Liga de Otorrinolaringologia teve muitos atendimentos, entre os quais, queixas sobre perda de audição, adultos com medo de ficarem surdos, e casos pediátricos de crianças com lesão no órgão auditivo, muitas vezes devido ao uso inadequado de cotonetes.
Os alunos alertaram que o cotonete não é recomendado a ninguém pelos médicos otorrinos, nem mesmo para adultos. Se paciente já tem um sabonete líquido, alguns sabonetes de limpeza facial, por exemplo, a dica é: na hora do banho mesmo, colocar um pouquinho nas mãos, esfregar na parte externa do ouvido, mas jamais enfiar no canal auditivo. A limpeza externa é o suficiente.
No caso de crianças, a cera é importante para proteger contra grãos externos, microorganismos, e é uma barreira natural do corpo. Embora seja uma recomendação geral, é mais comum os médicos alertarem os pais porque crianças são mais vulneráveis, neste sentido, e podem colocar coisas no ouvido, como lápis, pedacinho de brinquedo, grãos de milho, feijão etc... Além disso, os estudantes recomendam aos responsáveis ficarem de olho. Se uma criança estiver se queixando de dor de ouvido, se houver alguma secreção, acompanhada de febre ou não, é melhor procurar um médico, ou seja, o otorrinolaringologista.
Os cotonetes podem se tornar os vilões da saúde auditiva em diversas ocasiões. Em primeiro lugar, dizem os estudantes da Liga de Otorrino, essas hastes flexíveis foram criadas para limpar a parte externa da orelha, nunca o canal do ouvido. Além disso, o uso frequente empurra a cera para o fundo, formando os tampões que fazem a pessoa achar que está ficando surda, e, se não se cuidar, é isso que pode acontecer. Há também o risco de perfuração do tímpano e de causar infeções que podem ocasionar a entrada de fungos ou bactérias.
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