Um turbilhão de lembranças de um longo filme - o título de Professor Emérito de Paulo César Brandão Veiga Jardim

Um turbilhão de lembranças de um longo filme - o título de Professor Emérito de Paulo César Brandão Veiga Jardim

Um turbilhão de lembranças de um longo filme - o título de Professor Emérito de Paulo César Brandão Veiga Jardim

A partir da esquerda: Weimar Kunz Sebba Barroso de Souza (professor da FM), Orlando Afonso Valle do Amaral (ex-reitor da UFG), Marcelo Rabahi (diretor da FM), Sandramara Matias Chaves (reitora da UFG), Paulo César Brandão Veiga Jardim (Professor Emérito), Camila Cardoso Caixeta (vice-reitora da UFG), Milca Severino Pereira (ex-reitora da UFG), Edward Madureira Brasil (ex-reitor da UFG), Salvador Rassi (Professor Emérito) e Daniela do Carmo Rassi Frota (professora da FM)

A Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG) homenageou Paulo César Brandão Veiga Jardim, médico cardiologista que atuou como docente da instituição por 41 anos, concedendo-lhe o título de Professor Emérito. A solenidade ocorreu no Teatro Asklepiós, da FM, no dia 9 de junho, com a presença de autoridades, colegas de profissão, amigos e familiares.

“Desde o momento em que recebi a notícia desta imensa honraria, um turbilhão de lembranças de um longo filme tem passado pela minha cabeça”, diz o professor Paulo César, emocionado, no início de seu discurso de aceitação do título, outorgado pela reitora da UFG Sandramara Matias Chaves. Ele recorreu à memória para falar de como se assentou como profissional em Goiânia, lembrando de várias personalidades médicas com as quais trabalhou, sumas autoridades em suas áreas, como ele mesmo se tornaria.

Lembrou de seus estudos na capital paulista, da graduação ao doutorado na Universidade de São Paulo (USP), que foi quando conheceu seu colega de especialidade e amigo conterrâneo, o professor Salvador Rassi, que também foi homenageado na mesma noite, recebendo o mesmo título de Professor Emérito, tendo dedicado à docência os mesmos 41 anos que o professor Paulo César dedicou.

Dono de uma das carreiras mais sólidas na cardiologia goiana, Paulo César realizou inúmeros trabalhos de relevância nacional, não só na pesquisa, mas também à frente de gestões bem-sucedidas, como seu pioneirismo ao idealizar e fundar a Liga de Hipertensão Arterial da UFG, em 1989, hoje chamada de Unidade de Hipertensão Arterial (UHA), que se tornou referência de ensino e pesquisa em saúde cardiovascular no país.

Dentro da Faculdade de Medicina da UFG, seu extenso currículo passa por todas as áreas do ensino e da pesquisa, alcançando a gestão, tendo sido vice-diretor e diretor da FM, respectivamente nos quadriênios 1998-2002 e 2002-2006. Além disso, como já foi dito em reportagem anterior deste portal, atuou como executivo em diversas instituições acadêmicas, e é membro da Academia Goiana de Medicina.

Ao lembrar dos colegas de instituição, ele mencionou a criação do Teatro Asklepiós, em 2006, batizado com este nome em homenagem ao deus da Medicina pelo professor Heitor Rosa, médico gastroenterologista e escritor. Lembrou também da encenação no Teatro Asklepiós de um conto de Gil Perini, cardiologista e escritor, autor da obra-prima O Pequeno Livro do Cerrado.

Falou dos amigos, dos familiares, dos filhos e dos netos. “Encerro minha carreira, mas continuo sonhando”, disse ele, citando o poema Sonho Domado, do poeta amazonense Thiago de Mello, que diz: “Quem não sonha o azul do vôo/ perde seu poder de pássaro.”

Quem fez o discurso de saudação ao professor Paulo César foi seu colega de profissão e ex-orientando, o cardiologista e também professor da FM, Weimar Kunz Sebba Barroso de Souza, que o chamou de patrimônio cultural. Segundo ele, junto a seus feitos de pesquisa e gestão acadêmica, a contribuição mais importante do agora Professor Emérito foi a formação de gerações e gerações de estudantes, mestres e doutores.

“Quando ele se aposentou em 2019, me senti órfão. Aprendi a admirar o professor que tem a alma leve para compartilhar o que sabe, mas, mais ainda, o professor que constrói o conhecimento, que possui uma indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão”, disse o professor Weimar Kunz sobre Paulo César Brandão Veiga Jardim.

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