Um profundo interesse pelo humano - X COEMCO se despede e anuncia o próximo em Campo Grande-MS
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A partir da esquerda: Renato Calebe (estudante do quarto ano de Medicina da UFG, que atuou como monitor de sala no X COEMCO), Marcia Cardoso (mediadora de sala/UnB), Thiago Figueiredo de Castro (mediador de sala/UnB e UnDF) e Pedro Henrique Abreu (estudante do quarto ano de Medicina da UFG, mediador de sala)
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Na semana passada, Goiânia recebeu a décima edição do Congresso de Educação Médica do Centro-Oeste (COEMCO), e foi um sucesso, segundo os organizadores. O evento, realizado na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), contou com a participação de 60 palestrantes nas mesas redondas e nas rodas de conversa, que falaram para um público heterogêneo de mais de 400 inscritos, vindos dos três Estados da região e do Distrito Federal.
O evento realizou uma série de 20 rodas de conversa, nas quais falou sobre a necessidade de os estudantes se colocarem como protagonistas de sua própria trajetória, o fortalecimento da integração ensino-serviço-gestão-comunidade, a questão da inclusão das pessoas politicamente sub-representadas, a educação médica na era digital, sobre áreas verdes e janelas formativas, todas no estilo “como fazer”.
O cerne do COEMCO teve como tema a educação médica inovadora e popular, num esforço de inclusão e conscientização dos problemas sociais que precisam ser enfrentados e da luta contra as desigualdades, com ética e um profundo interesse pelo humano e pelo lugar de cada um.
A base dessa busca por uma educação médica popular são o pensamento e o ensino de um dos maiores educadores do século XX, Paulo Freire, cujo nome está presente numa das salas onde se realizaram as rodas de conversa. As mesas redondas também levantaram debates importantes sobre o presente e o futuro da medicina no Centro-Oeste, região protagonista do evento.
No encerramento, o diretor da FM, Marcelo Rabahi, reforçou a grandeza do evento e o orgulho de representar a casa que recebeu o X COEMCO, a Casa de Francisco, como é carinhosamente chamada a Faculdade de Medicina da UFG, por ter sido fundada pelo médico e professor Francisco Ludovico de Almeida Neto, cujo centenário será celebrado no ano que vem.
Rabahi finalizou sua fala citando em árabe um provérbio da cultura árabe que costuma ouvir de sua mãe, e que reflete a dívida que todos temos pela educação e por aqueles que nos ensinam: “Àquele que me ensinou, sempre terei respeito e gratidão”, ou “aquele que me ensinou uma letra me tornou seu eterno devedor”.
A estudante de medicina Vitória Ferreira Alves, da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, encerrou o X COEMCO convidando a todos para a décima primeira edição do evento, a ser realizada em Campo Grande, capital sul-mato-grossense, no ano que vem, onde as questões da educação médica serão ampliadas para as questões relacionadas a saúde e território. “Discutir formação médica é entender o território”, conclui.
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