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Objetivos

Atualizado em 19/11/14 09:23.
Objetivos

A ênfase das mudanças pedagógicas, no período final do curso de Medicina, está centrada na distribuição das atividades do internato entre os diferentes níveis do continuum da prestação de serviços de saúde, buscando cumprir a exigência do modelo de atenção vigente que propugna a máxima resolutividade em cada nível de atenção. Fazendo com que o aluno retorne aos cuidados básicos, alicerce da transformação do sistema de saúde, a proposta preserva o fluxo entre as ações básicas e especializadas na atenção à saúde.

Durante o internato o aluno já desenvolve atividades mais complexas, respondendo por obrigações junto ao programa de saúde da família (cuidado de pacientes incluídos em grupo de risco ou em tratamento que deve ser acompanhado);

  • em programa de saúde do escolar (acuidade visual, acuidade auditiva, detecção precoce de problemas de coluna e tireóide, promoção da saúde e encaminhamento de casos);
  • vigilância do crescimento e desenvolvimento em crianças de creches;
  • apoio ao desenvolvimento de programas e movimentos comunitários ou apoio a programas de acompanhamento de idosos, deficientes ou portadores de doenças crônicas;
  • atendimento ambulatorial em centros de saúde (anamnese e acompanhamento de consultas);
  • em maternidades (vigilância em neonatologia, orientação e referência);
  • urgência (pré-consulta, encaminhamento e primeiros socorros);
  • enfermarias (visitas, registro e orientação).
  • Incluem-se nas atividades deste período o acompanhamento de programas já instalados e que respondem a necessidades coletivas (programas de hipertensão arterial, diabetes, hanseníase, tuberculose e outras ações que envolvem a saúde da mulher e da criança).

Este período se caracteriza pela oportunidade de integração entre teoria e prática, através de situações-problema geradas pela experiência de campo e que levam a atividades periódicas de pesquisa, consultorias, discussões e adoção de novas condutas.

É também a oportunidade para que o aluno seja avaliado quanto a sua atitude
profissional, relação médico-paciente e o respeito às normas institucionais.

Assim, ao ser introduzido nos hospitais e participar de experiências nas várias especialidades, o aluno deve ter a oportunidade para atuar nos níveis de mais alta complexidade dentro do sistema, exercitando-se no uso da mais alta tecnologia, sem perder de vista que o objeto de sua atenção é o indivíduo, que por sua vez representa e é representado pelo seu entorno ecológico.

A inserção dos alunos na rede hospitalar se dá em todas as unidades das redes estadual e municipal (como já se dá atualmente) e se amplia para as unidades dos três municípios do interior que funcionam como campus avançado.

O processo de avaliação, neste momento, se suporta nas sessões clínicas, que substituem os diários de campo da etapa anterior e enfatizam as questões filosóficas e posturais em observação.

Percebe-se a importância das ações preparatórias que vêm sendo desenvolvidas ao longo dos últimos anos, permitindo uma transição suave do antigo para o proposto modelo pedagógico que, ademais de mudar o foco dos conteúdos curriculares, alterar a grade curricular, retirar precocemente o aluno do ambiente puramente acadêmico, centra-se em novo conceito de ensino/aprendizagem, levando o aluno a aprender/fazendo e transformando-o em sujeito de seu próprio processo de aprendizagem.

A duração do internato vem se ampliando paulatinamente, para o que se fazem necessárias algumas reformulações na abordagem dos conteúdos e na distribuição da carga horária de algumas disciplinas no terceiro e no quarto anos. São alterações que não significam diminuição no tempo destinado à disciplina mas mudança de enfoque na abordagem dos conteúdos, que serão detalhadamente discutidos a partir das experiências oferecidas pelo internato, que amplia seu espaço para além dos hospitais, levando os alunos à prática médica em espaços familiares, comunitários e ambulatoriais. No ano de 2003 e 2004 o internato teve início em 29/09 de 2003 e tem seu término previsto para 05/12/2004, tendo portanto a duração de 14 meses.

Percebe-se que o processo de mudança curricular está implantado no curso de medicina da UFG, desenvolvendo-se em ritmo próprio, que respeita a história, as limitações e o potencial da instituição. Este projeto busca reforço para consolidar a proposta que vem sendo perseguida, apoiando ações concretas que viabilizem a implantação do novo modelo pedagógico.

O internato já se desenvolve hoje em diversos hospitais das redes estadual e municipal (Hospital Geral, Hospital de Urgências, Maternidades, Hospital Psiquiátrico e Hospital de Doenças Infecciosas), além de três espaços de interiorização em municípios do Estado (campus avançado). A nova proposta pretende ampliar sua área de atuação para espaços estra-hospitalares.

 

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